'Ele ria enquanto matava a criança': testemunha fala sobre assassinato de menina de 5 anos


Criança foi assassinada a facadas a caminho da escola na manhã desta quarta, no Bairro Vila Cristina. Irmão de 7 anos presenciou o crime. Polícia apurou que o autor, de 25 anos, sofre de esquizofrenia e teria dito que recebeu 'ordem' para matar uma criança

"Ele não queria adultos. Ele queria só crianças." Foi o que uma testemunha, que preferiu não se identificar, contou após um homem assassinar a facadas uma menina de 5 anos na manhã desta quarta-feira perto de uma escola na Rua Perdões, Bairro Vila Cristina, em Betim, na Região Metropolitana de BH. Ela estava a caminho de uma instituição de educação infantil com o irmão, de apenas 7 anos, e uma cuidadora quando foi atacada por um homem em surto esquizofrênico. Identificado como Moabe Edon Pinto Nogueira Souza, 25 anos,  ele quase foi linchado por moradores e acabou detido pela Polícia Militar (PM). 


Ouvida pelo Estado de Minas, a testemunha contou que, antes do crime, o homem comprou pães em uma padaria e agia normalmente. “Na hora que a moça subiu com a criança, ele chegou e começou com os golpes de faca. Achamos que era uma briga de casal e ninguém foi lá para socorrer. O primeiro golpe de faca que ele deu foi no peito da menina. Vimos que ela não ia viver mais e eu já comecei a gritar”, contou.  

A cuidadora teria tentado afastar a criança de Moabe várias vezes, mas ele continuava as agressões. Segundo a testemunha, não houve tempo para reagir. “Ele foi embora, retornou com a faca na mão, foi atropelado aqui na rua, foi espancado e está internado”, disse. 

Ainda segundo a pessoa ouvida pela reportagem, o criminoso teria “comemorado” pela rua após matar a criança. “Ele subiu com a faca na mão batendo palma, batendo palma, falando assim: 'eu consegui, eu consegui, consegui almas'. Ele subiu de novo e falou que conseguiu o que queria”, afirma.

Chorando, a testemunha lamentou a morte da menina. “Ele matou um bebê na nossa rua, que ele não conhecia, que ele não tinha vínculo com ela. Ele nunca viu ela (sic) na vida dele. E agora? Por que ele matou esse neném?”, questionou. 

Segundo a testemunha, o médico dobrou a dosagem do remédio. Nesta manhã, ele teria acordado melhor, foi comprar pão e, em seguida, esfaqueou a criança. "A mãe está sofrendo muito. Ele é um doente mental", disse a testemunha. O rapaz já teria sido preso e respondia em liberdade após ser diagnosticado com sofrimento mental. 

Depois da tentativa de linchamento, o agressor precisou passar por uma Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) de Betim. Ele, a família da criança e algumas testemunhas foram levadas a uma companhia do 66º Batalhão da PM, responsável pelo bairro. De lá, seguiram para a Delegacia de Homicídios de Betim.

O jovem teria sinais de risada patológica. "A cuidadora contou que, ao dar os golpes, ele ria compulsivamene", disse o major. "Acredita-se que a risada é a forma que ele tem de se expressar diante algum conflito. A mãe contou que devido a esse comportamento os companheiros de cela não entendiam e o agrediam. Ela conta que ele sofreu agressões de todos os tipos, entre uma delas, foi excluído da alimentação", contou o major.

O major contou que a mãe do jovem ficou desolada ao saber do que aconteceu. Ela desmaiou duas vezes antes que os policiais chegassem. Ela contou que o filho já tinha tido outros surtos dentro de casa. 

Ainda de acordo com o major Paulo Roberto, a polícia foi informada de que antes de sair de casa, ele falava várias vezes que “o patrão” ou “o capeta” o "mandou matar uma criança". 

Fonte: Em.com.br