Em reunião com MP, prefeitos de SAJ e região se comprometem para evitar possível fechamento da Santa Casa


O Ministério Público da Bahia (MPB) se reuniu com prefeitos da região para tratar a respeito da situação da Assistência Médica Materno-Infantil por parte do Hospital Luiz Argolo, em Santo Antônio de Jesus.
De acordo com a superintendente Ludmila Reis, o repasse da prefeitura municipal no valor de R$ 80 mil não é suficiente para acabar com o déficit de R$ 300 mil que fica todo mês na Santa Casa de Misericórdia. Santo Antônio de Jesus é atualmente a única cidade a colaborar com a Santa Casa, por isso a importância da reunião para que os gastos sejam divididos com os outros municípios vizinhos que até então não colaboram, mas que também se utilizam dos serviços prestados pelo hospital, já que a saúde é um direito de todos.
Para Ludmila “o primeiro ponto favorável foi o reconhecimento unânime da gestão da Santa Casa e a confiança que todos tem na gestão que a gente vem fazendo e atendendo as gestantes” Ludmila destacou também que todos os seis prefeitos que estavam presentes assinaram o TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) se comprometendo a partilhar proporcionalmente de acordo com o número de atendimentos o valor que couber a cada um. “Eles reconhecem que a assistência materno-infantil é prioridade, é constitucional e por conta disso todos se mostraram solícitos a tudo que foi passado e assinaram reconhecendo a necessidade dessa divisão ao fim dessa auditoria” afirmou.
Dr Juliar Barreto explicou também o que acontece ao prefeito que não cumprir o que foi proposto “existe uma cláusula de multa diária em caso de não cumprimento, vamos enviar através de e-mail o TAC proposto e vamos chamar para que venham em SAJ assinar esse documento” enfatizou.
O Prefeito de Santo Antônio de Jesus, Rogério Andrade opinou sobre a reunião “Santo Antônio neste momento se compromete ainda mais, se compromete a aportar os 80 (mil) que aporta e nos meses de fevereiro e março pode chegar até 150 mil, foi uma decisão nossa, desde que os prefeitos todos assinem este TAC, se os prefeitos não assinarem o TAC dividindo a responsabilidade, Santo Antônio vai continuar colaborando com os 80 mil colaborado anteriormente”
Com relação aos argumentos dos prefeitos dos municípios vizinhos, Rogério afirmou que “foram justos, o rateio que o MP propõe é um rateio proporcional, resta saber se proporcional ao número de habitantes ou ao número de atendimentos. Santo Antônio está disposto a colaborar qualquer que seja o critério para ajudar a Santa Casa e a gente vai ouvir os colegas prefeitos e buscaremos o critério, com boa vontade dá pra se encontrar um caminho que possa contemplar os argumentos de todos os gestores e secretários” afirmou.
O prefeito de Conceição do Almeida Ito de Bega reconhece a importância da reunião para a população do seu município  “é uma discussão muito polêmica, a gente sabe que todo município está passando por dificuldades, mas quando se fala em salvar vidas dos recém nascidos a gente tem um carinho muito especial, tem uma boa parte da população do meu município, por exemplo, que fica muito mais perto de se deslocar até Santo Antônio do que Conceição do Almeida, então na hora da dor as pessoas querem vir no lugar mais rápido para ter o atendimento” enfatizou.